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Alckmin diz que SP está na rota certa, apesar de queda em ranking de educação

Ex-governador e candidato à Presidência comemorou resultados do ensino fundamental no Ideb

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Publicado às 10h40

Folha de SP

Após a notícia de que a rede estadual de São Paulo perdeu a liderança no principal indicador de qualidade da educação básica, o ex-governador e candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu que o estado está no caminho correto no ensino fundamental.

O candidato considerou positivo o avanço que outros estados tiveram no indicador. Ressaltou, ainda, que os desafios do ensino médio são nacionais.

Geraldo Alckmin governou São Paulo de 2001 a 2006 e depois de 2011 a abril de 2018, quando se afastou para disputar a corrida ao Planalto.

Os dados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2017 foram divulgados nesta segunda-feira (3). De acordo com os dados oficiais, São Paulo perdeu a liderança, entre as redes estaduais do Brasil, nas três etapas avaliadas no Ideb: anos iniciais (5º ano) e finais (9º ano) do ensino fundamental e no médio.

A rede estadual paulista teve alta nos dois ciclos do ensino fundamental, mas foi superada por outros estados que registraram saltos mais elevados. No ensino médio, além de ser superada por outros estados, SP caiu no Ideb.

A nota encaminhada pela assessoria de imprensa de Alckmin ressalta o avanço de SP no Ideb do ensino fundamental.

“Esse dado mostra que o Estado está no caminho correto, já que seus estudantes tiveram crescimento nas provas de matemática e português. A perda de posições no ranking elaborado pela imprensa aponta que, apesar do crescimento paulista, outros estados avançaram mais, o que é positivo para o país”, diz a nota.

Sobre o ensino médio, Alckmin assinalou que a variação negativa foi de apenas 0,1 para baixo. “É notório que todo o Brasil está estagnado, com um modelo que não mais atrai o interesse dos alunos”.

O ensino médio é apontado como um dos maiores gargalos do país. Redes estaduais são responsáveis por oito a cada dez matrículas na etapa. Dos 3,8 milhões de alunos da rede paulista, a maior do país, 40% (1,5 milhão) são de ensino médio.

Vice de Alckmin, Márcio França (PSB) assumiu o governo após a saída do ex-governador. França é candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação afirmou que os resultados do Ideb 2017 evidenciam a “necessidade de aperfeiçoar” os ensinos fundamental e médio. “A pasta reconhece resultados importantes, o esforço dos profissionais da rede estadual, porém, ações como a valorização do professor e o investimento em tecnologia de ponta, com lousas digitais, são fundamentais para avançar a qualidade do ensino”, informou em nota.

Procurado, o ex-secretário de Educação do Estado entre 2016 e 2018, José Renato Nalini, preferiu não comentar os resultados.

Cinco governadores de estados do Nordeste (BA, CE, PB, PE e PI) divulgaram carta em que questionam critérios de divulgação da avaliação.

Em relação ao ensino médio, contestam a exclusão de escolas técnicas no cálculo. Questionam ainda a falta de exigência de participação de 80% dos alunos, como previsto em plano de educação. Segundo ele, os resultados seriam melhores dessa forma.

O MEC diz que os critérios são iguais ao de anos anteriores e que só 5,5% das matrículas são do ensino técnico.

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