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Associação quer criar jardim chinês no Parque do Jaraguá

Grupo de empresários chineses se apaixonou pela área verde

Visita do Núcleo de Negócios do Instituto Florestal da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, com representantes do projeto da associação chinesa. Foto: Divulgação

Publicado às 11h15

Por Gabriel Cabral

No início de maio, um grupo com cerca de 300 chineses passou o dia no Parque Estadual do Jaraguá. Quem organizou a visita foi a Associação Geral dos Empresários Chineses do Brasil, que deseja revitalizar e transformar em jardim chinês o entorno de um lago local. O objetivo do projeto é criar uma área de lazer e turismo “acolhedora” para a comunidade chinesa em meio à natureza. Além de tirar as crianças da frente dos aparelhos eletrônicos, uma outra intenção do grupo é retribuir a recepção que eles e suas famílias tiveram no país.

Para tentar se aproximar da administração do parque, Sandro Vianna, coordenador do projeto, falou com Nelson Valejo, conselheiro do local, que intermediou todo o contato para que a proposta fosse levada adiante. “Gustavo Lopes, o gestor do parque, recebeu muito bem o presidente da associação, que ficou encantado com a área verde”, revela. Gustavo apresentou ao presidente todas as melhorias das quais o local necessita. Hoje, a proposta está em análise na Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente. Porém, se for refutada, o grupo partirá para outro endereço. Apesar disso, a área do Jaraguá é a primeira intenção, “a menina dos olhos” da associação, como contam Nelson e Sandro. “Os chineses trabalham de segunda a segunda e precisam de um espaço de lazer. Se forem acolhidos no Jaraguá, será um ponto de referência para eles. E ainda melhoraríamos um parque da periferia”, disse o coordenador.

Sandro Vianna, coordenador do projeto; Fernando (Sun Wei), presidente da associação; e Deslym Deng, secretária geral da entidade. Foto: Divulgação

Deslym Deng, secretária geral da associação e tradutora, vive no Brasil há 22 anos e há pelo menos 15 fazia trilhas no Parque do Jaraguá. “Na China, há muitos lugares bonitos, mas é tudo muito lotado. Aqui, você estica uma toalha no chão e fica à vontade. E foi o que aconteceu quando a comunidade chinesa foi ao parque”, conta.

O lago em questão precisa de melhorias que vão além do desassoreamento: ele ainda é vítima de dejetos e detritos vindos da comunidade carente Chica Luiza. Estes fatores tornam o projeto caro e burocrático. Por isso, o comprometimento da associação é com o entorno do lago e alguma das trilhas locais.

A associação, que surgiu em dezembro de 2007, prefere não citar valores de investimento. Ela tem cinco mil membros e 127 conselheiros, entre eles o presidente Sun Wei (que adotou o nome Fernando no Brasil), Yeung Fei Hon, Ye Zhou Yong (presidentes de honra) e Zheng Gui Yong (conselheiro fiscal).

 

 

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