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Celebração de premiação ao radiojornalismo ocorre na Câmara Municipal

2ª edição do Prêmio Landell de Moura exalta a memória do inventor do rádio

Todos os premiados da 2a. edição do Prêmio Landell de Moura

Publicado às 14h20

Por Cristina Braga

Nesta segunda, dia 10, no auditório nobre da Câmara Municipal de São Paulo, às 19h, ocorreu a entrega da 2ª edição do prêmio Landell de Moura ao radiojornalismo. A iniciativa do Prêmio, lei do vereador Eliseu Gabriel, é uma forma de apoiar e fortalecer o radiojornalismo e combater tantas notícias falsas, as chamadas ‘fake news’ que circulam nas redes sociais e pela internet.

Além disso, é também uma justa homenagem a Landell de Moura, cientista brasileiro que em 1899 fez a primeira transmissão de voz por ondas eletromagnéticas do mundo. “Embora não reconhecido em vida, foi o verdadeiro inventor do rádio”, ressalta Eliseu Gabriel. A indicação dos profissionais foi feita por um júri popular profissional, em livre indicação pela internet. Depois, foi endossada por um júri técnico, integrado por Luiz Carlos Ramos, Carlos Maglio, José Paulo Lanyi, Arlete Taboada e Assis Ângelo.

Landell de Moura foi um padre-cientista brasileiro que inventou o Rádio e foi um dos precursores da televisão. Nascido em Porto Alegre em 21 de janeiro de 1861, Landell ordenou-se padre, completando seus estudos de teologia, física e química na Itália. Seus experimentos no campo das transmissões de voz começaram nos tempos de adolescência e evoluíram com os estudos, as pesquisas e as diversas experiências que fez ao longo da vida.

O padre realizou as primeiras transmissões públicas da voz pelo ar, sem fio, no final do século 19, entre a Avenida Paulista e o alto do bairro de Santana, na zona norte da capital de São Paulo, em evento documentado pela imprensa e presenciado por autoridades brasileiras e estrangeiras. Contava com pouco mais de 30 anos de idade quando realizou as experiências na Avenida Paulista.

O vereador Eliseu Gabriel lembra que Landell patenteou seu invento até nos Estados Unidos, mas “aqui no Brasil ninguém deu bola, e a ignorância histórica impediu que ele fosse reconhecido como sendo o inventor do rádio. Muitos anos depois, o Marconi patenteou seu invento e passou a ser a verdade” , acrescenta.

O biógrafo do Padre Landell de Moura Hamilton de Almeida enfatizou na ocasião,que há 120 anos Marconi já era uma celebridade mundial, mas o que ele fez foi transmitir sem fio mensagens codificadas (em código morse), já o Padre Landell realizou com voz”, afirmou.

Almeida, autor do livro ‘Padre Landell de Moura, um heroi sem glória – Ed. Record) ” ainda salientou que quando o padre cientista começou a fazer essas experiências “seus aparelhos foram destruídos “não teve  recursos , nem apoio do governo – daí a importância de eventos como esses para lembrar este pioneiro da era wireless. Espero que algum dia a obra do padre Landell possa ser objeto de estudo científico nas escolas, porque seria uma maneira de corrigir esta injustiça histórica”.

Sobre a premiação foram classificados nas três categorias:

Âncora: Danilo Gobatto (Bandeirantes), José Paulo de Andrade (Bandeirantes) e Marcio Bernardes (Transamérica);

Repórter: Agostinho Teixeira (Bandeirantes), Maiara Bastianello (BandNews) e Pedro Durán (CBN); Comentarista: Carlos Alberto Sardenberg (CBN), Claudio Zaidan (Bandeirantes) e Joel Silveira Leite (Bandeirantes);

Programa Jornalístico: Antenados, Estúdio CBN e Jornal da Bandnews.

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