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Cetesb concede licença de instalação para a Estação de Transbordo Anhanguera

Caos no trânsito local e meio ambiente ainda preocupam moradores e empresários

Publicado às 10h50

Por Cristina Braga

Assim que foi anunciada a Estação de Transbordo na região da Rodovia Anhanguera, a comunidade se reuniu para barrar o empreendimento. A Loga (Logística Ambiental de São Paulo), dona do terreno, ganhou a concessão municipal em 2004. Porém, em 2015, durante as discussões em torno da Lei de Uso e Ocupação
do Solo, a vizinhança se manifestou na Câmara Municipal para que a área se tornasse residencial, a fi m de preservar os bairros Parque Anhanguera e Vila Jaguara. A reviravolta veio na segunda votação com a alteração para “zona infra”, que liberou o transbordo em uma área de 33 mil m². Agora, a recente conquista da empresa foi a “licença de instalação” emitida pela Cetesb. “Mas faltam outros trâmites, como a definição das fases de implantação, do cronograma e das etapas da operação”, explica Francisco de Andrea Vianna, coordenador de
planejamento e controle operacional da Loga.

Uma das principais preocupações da vice-presidente da Associação das Empresas do Parque Anhanguera (Assoempar), Vivian Toledano, que reúne dez companhias instaladas no entorno, é com relação ao tráfego de caminhões. “Eles virão pela Anhanguera, já bem congestionada, entrarão na Alexandre Colares e acessarão o transbordo pela Manoel Domingos Pinto, impactando quem vem de Pirituba. Além disso, há outros vetores preocupantes, como o lixo e a falta de compensação ambiental”, diz. Toledano lembra ainda que foi aberto
um inquérito no Ministério Público para verificar se o projeto está de acordo com o EIA RIMA (Estudo de Impacto Ambiental).

A Folha Noroeste recebeu em seu estúdio tanto Vivian Toledano quanto Francisco de Andrea Vianna, o qual esmiuçou como será a operação. “O resíduo compactado chega de caminhão, é colocado em um fosso por meio de gruas e segue nas carretas até o aterro sanitário. Ou seja, o transbordo não fi ca com o
resíduo coletado”, explica. O projeto prevê ainda a construção de outras três estruturas: parque, praça e espaço para educação ambiental. “A nossa ideia é prover, zelar e entregar à população, além de mediar o uso. Vamos
conseguir fugir dos horários de pico, como fizemos no Bom Retiro”, salienta Vianna. Veja as entrevistas completas:

 

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