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Com redução de deputados tucanos eleitos, Doria terá apoio de ao menos 28% dos parlamentares da Alesp

Eleito governador de São Paulo, ele terá que construir maioria na Assembleia Legislativa. Coligação do PSDB conquistou 27 das 94 cadeiras

Cauê Macris, reeleito pelo PSDB, ao lado de João Doria durante campanha. Foto: João Carlos Nascimento/Grupo Liberal

Publicado às 9h15

G1 São Paulo

Eleito governador de São Paulo na noite deste domingo (28), João Doria terá apoio de ao menos 28% dos deputados na Assembleia Legislativa do estado.

A coligação do tucano conquistou 27 das 94 cadeiras. O governador terá o desafio de construir a maioria para conseguir eleger o presidente da Casa e aprovar projetos do Executivo.

Apesar da manutenção dos tucanos no Palácio dos Bandeirantes, 2018 foi um ano de rachas internos e derrotas. Na Alesp, o PSDB encolheu 57%. Foi a menor votação do partido em 30 anos.

Os tucanos começaram a atual legislatura, em 2015, com 22 dos 94 deputados. Na janela partidária, em março deste ano, foi a sigla que perdeu o maior número de parlamentares. Perderam quatro, ganharam três e encerra o ano com 19.

Três dos quatro que deixaram o partido migraram para o PSB, legenda do governador Márcio França.

O partido de Jair Bolsonaro, que na legislatura atual não tem nenhum representante, passa a ter, a partir de 2019, 15 parlamentares.

A segunda maior bancada será composta pelo PT, que conseguiu eleger 10 deputados.

Baixa diversidade

Apesar das mudanças de composição partidária, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) continua majoritariamente formada por homens (81%) e brancos (88%). Do total, um terço (32%) é milionário e declarou ter patrimônio superior a R$ 1 milhão.

Ainda assim, o número de mulheres eleitas teve um avanço, e passou de 11 para 18. Dessas, Analice Fernandes (PSDB), Leci Brandão (PC do B), Márcia Lia (PT), Maria Lucia Amary (PSDB) e Marta Costa (PSDB) foram reeleitas.

A representatividade ainda segue pequena, mas a próxima legislatura já será marcada pela eleição de Erica Malunguinho (PSOL), primeira deputada transgênero da Alesp, e da Bancada Ativista (PSOL), grupo de nove pessoas que se reuniram para compor uma candidatura coletiva.

Apenas 5% são pretos

Apenas 5 dos 64 eleitos se autodeclararam pretos. Eles são 5% dos eleitos neste ano, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na bancada eleita em 2014, o número era ainda menor ainda: apenas 3.

No registro de candidatura do TSE, cada candidato pode se autodeclarar segundo uma de cinco categorias de raça ou cor: preta, parda, branca, amarela ou indígena. Segundo a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pardos e pretos são considerados como negros em conjunto.

Os que se declararam pretos são: Leci Brandão (PC do B), Teonilio Barba (PT), Erica Malunguinho (PSOL), Mônica da Bancada Ativista e Tenente Nascimento (PSL).

Além dos pretos, cinco se declararam da cor parda e um da cor amarela. A grande maioria, 83 eleitos, se declararam brancos.

Milionários

O número de milionários na Assembleia Paulista diminuiu de 39, em 2014, para 31, nas eleições deste ano. São candidatos que declararam ter patrimônio superior a R$ 1 milhão. Aprigio, do PODE, é quem tem o maior patrimônio: R$7.859.177,70. Como ocupação registrada no TSE, ele é administrador.

Em 2014, quem tinha o maior patrimônio era Gilmar Gimenes (PSDB), com total de bens declarados de R$ 23.140.837,74. Ele não se reelegeu. Dos 51 novos deputados que foram eleitos, 9 não registraram nenhum bem ou patrimônio.

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