Notícias e informações relevantes para os moradores da região noroeste da cidade de São Paulo

Covas exonera superintendente do Hospital do Servidor Municipal após denúncias

Auditoria feita há dois anos já havia apontado infiltrações, leitos vazios e atendimento médico em corredor. Secretaria de Saúde disse que vai propor melhorias

Sala do Hospital do Servidor Municipal tem canos aparentes depois que infiltração derrubou revestimento. Foto: Caio Prestes/TV Globo

Publicado às 9h40

G1 São Paulo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), exonerou nesta sexta-feira (12) o superintendente do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), Antônio Moreno, após denúncias de problemas estruturais no prédio.

O novo superintendente deve ser Luiz Carlos Zamarco. Segundo o secretário da Saúde, Edson Aparecido, a exoneração foi motivada pelas denúncias feitas no SP2 e já foi assinada por Covas.

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) também anunciou nesta sexta que vai pedir que a vigilância sanitária fiscalize o Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM). Há pelo menos dois anos, a unidade demanda reformas, conforme aponta uma auditoria.

A unidade localizada na Zona Sul de São Paulo completa 60 anos sem nunca ter passado por uma reforma. Alguns setores estão inoperantes por más condições na estrutura, com centros cirúrgicos interditados por infiltrações, alagamentos por goteiras e até baratas em panelas.

Os problemas são antigos. Entre setembro e outubro de 2016, uma equipe de auditores já havia produzido um relatório com 53 páginas e entregado à Prefeitura de São Paulo.

Flagrante de baratas na panela na cozinha do Hospital do Servidor Municipal. Foto: Caio Prestes/TV Globo

Problemas antigos

Entre os problemas apontados e que persistem estão o atendimento de pacientes nos corredores, infiltrações, leitos vazios e folhas de frequência em branco com faltas sem justificativa. “Péssimo. Banheiro imundo, sem papel, sabonete… Não tem nada. É uma sujeira”, acrescentou Eunice de Lima, professoras aposentada.

À época, os auditores concluíram que a administração não priorizou a infraestrutura do hospital. Em 2012 e 2013 não houve previsão orçamentária de obras; em 2014, o orçamento de R$ 1,4 milhões foi gasto, sem sobras; em 2015, o valor disponível era de R$ 1 mil; em 2016, 95% do orçamento ficou congelado.

Providências

O Ministério Público mandou documentos para três órgãos. “Mandamos ofício para o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), para o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren) e para a vigilância sanitária para que façam uma vistoria, informem exatamente qual é a situação e o que precisa para que volte a funcionar minimamente organizado”, explicou Arthur Pinto, promotor da área de Saúde Pública.

“Em segundo lugar, intimamos o senhor superintendente para que venha aqui no dia 22 de abril prestar depoimento e informar o que se passa no hospital”, continuou.

Sala de centro cirúrgico tem alagamento. Foto: Caio Prestes/TV Globo

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que instaurou uma comissão externa para avaliar o funcionamento do Hospital do Servidor Público Municipal e propor melhorias no prazo de um mês.

Edson Aparecido informou ainda que vai utilizar R$ 13 milhões de um empréstimo internacional para reformar o hospital e que o prefeito irá fazer uma licitação para comprar um terreno ao lado do Hospital do Servidor para instalar uma UPA e assim transferir o Pronto-Socorro.

Além disso, ainda segundo Aparecido, uma comissão externa será formada para produzir um diagnóstico do hospital. A expectativa do secretário é a de que todas essas mudanças sejam executadas em 1 ano.

Deixe uma mensagem

Seu e-mail não será publicado.