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Flanelinhas cobram até R$ 30 e estacionam em lugar proibido para frequentadores de festa julina em SP

Flanelinhas loteiam ruas próximas ao Centro de Tradições Nordestinas na Zona Norte da capital, devido ao grande público nesta época do ano

Motoristas estacionam em locais proibidos após sugestão e insistência de flanelinhas. Foto: Reprodução/TV Globo

Publicado às 10h20

G1 São Paulo

Até o fim do mês, as festas julinas animam São Paulo nos finais de semana e um dos pontos mais tradicionais pra dançar quadrilha e comer comidas típicas é o Centro de Tradições Nordestinas, o CTN, no bairro do Limão, na Zona Norte da capital.

Contudo, para estacionar na região, motoristas têm de esperar até 2 horas nos estacionamentos regulares e os flanelinhas loteiam as ruas e viadutos próximos, cobrando até R$ 30 para estacionar, inclusive, em local proibido.

No domingo, a espera para entrar no local era de até 2 horas e muitos flanelinhas se arriscam nas ruas para conseguir clientes, abordando os veículos.

Os valores para estacionar variam entre R$ 15 a R$ 30. Quando questionados sobre se estacionar na rua ou em estacionamento fechado qual era o melhor, eles respondem: “É a mesma coisa, meu chefe. A segurança é a mesma. Nós ficamos até o final do evento. Pode ficar em paz”.

Na alça de acesso à ponte Júlio de Mesquita Neto, os flanelinhas lotearam um gramado, onde estacionam até em local proibido, sem fiscalização da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Quem espera para conseguir acesso ao estacionamento pago do local, está preocupado com a segurança, como o professor de dança Messias Benedito: “Porque lá fora não tem segurança. Ás vezes, cobram o mesmo valor e o carro sai todo riscado”, disse ele. 

A CET diz que intensifica a fiscalização na região em dias de eventos e que, no último mês, foram feitas 94 autuações e 28 remoções na região. A companhia diz ainda que orienta os motoristas para só estacionar nos locais corretos.

Sobre a ação de flanelinhas, a Secretaria de Segurança Pública diz que a PM atua para combater essa prática ilegal e que, quem se sentir coagido ou ameaçado, deve ligar para o 190 ou acionar algum policial que estiver por perto.

Foto: Reprodução/TV Globo

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