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Gestão Covas vai instalar mais de 500 novos pontos de wifi em São Paulo

Novos pontos de acesso ficarão principalmente na zona leste e incluem CEUs e pontos turísticos

Celular acessa o wifi gratuito oferecido pela Prefeitura de São Paulo. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Publicado às 10h15

Folha de SP

A gestão Bruno Covas (PSDB) anunciará nesta quarta-feira (15) grande expansão de seu programa de rede gratuita de internet, o WiFi Livre SP.

A previsão é a de que os atuais 120 pontos de wifi concentrados atualmente em praças e parques da cidade sejam ampliados para 621 até 2020, contemplando centros culturais e desportivos, bibliotecas, pontos turísticos e, principalmente, regiões mais vulneráveis da capital.

A zona leste da cidade será a principal contemplada. Os 36 pontos de acessos atuais passarão para 222, segundo previsão da prefeitura. Na zona oeste, os 14 pontos passarão a ser 65. Na norte, serão 113 pontos, muito mais que os 17 atuais. Na sul, os 29 pontos serão 173 e, no centro, a cidade verá a duplicação dos atuais 24 pontos de acesso. As instalações dos novos pontos começarão em julho e ganharão força no segundo semestre de 2019.

A meta da administração tucana é a de tornar São Paulo a metrópole com a maior rede pública de wifi da América Latina até 2020. A prefeitura desembolsa R$ 12 milhões por ano com a atual rede de internet. Parceria com o setor privado fará com que o município deixe de gastar com a expansão da rede e, também, com sua manutenção.

“Estamos propondo um modelo de financiamento pelo setor privado que economiza recursos públicos e assegura internet de qualidade para todas as regiões, pensando principalmente nas pessoas que não têm condições de ter acesso a um pacote de dados”, diz Daniel Annenberg, secretário de Inovação e Tecnologia.

Aproximadamente 300 pontos de acesso serão instalados em regiões de vulnerabilidade social. CEUs, postos de saúde, clubes desportivos, teatros e bibliotecas também receberão os serviços de conexão.

A contrapartida recebida pela iniciativa privada dos investimentos feitos na expansão da rede será o direito de explorar a publicidade digital, em moldes semelhantes ao de plataformas como YouTube: o usuário terá que assistir a 10 segundos de propagandas para ter direito a 30 minutos de internet. Ao fim do período, caso queira ficar mais meia hora conectado, terá que assistir a mais 10 segundos, e assim sucessivamente.

As especificações do programa estabelecem que cada usuário conectado terá conexão de, no mínimo, 512 kbps, suficiente para assistir vídeos, baixar arquivos, fazer videochamadas, etc.. Qualquer usuário com smartphone, tablet ou notebook e que possua um chip de celular ativo pode acessar a rede.

Em 2017, ainda na gestão municipal de João Doria (PSDB), a prefeitura foi criticada por especialistas por oferecer a possíveis interessados da iniciativa privada informações de navegação dos usuários como contrapartida. A publicidade digital foi uma solução encontrada para rentabilizar a parceria sem a necessidade de coleta de dados pessoais.

“Os únicos dados analisados são aqueles que dizem respeito ao controle da qualidade do serviço, como velocidade de conexão, usuários simultâneos, consumo total de banda e pontos de acesso, por exemplo. São dados cuja captura não interfere na privacidade da navegação, servindo para que a prefeitura dimensione o serviço de acordo com o uso verificado em cada localidade”, diz a prefeitura em nota.

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