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Governo de SP quer endurecer regras para alunos envolvidos em agressões; estudantes de Carapicuíba serão transferidos

Secretário de Educação do estado afirma que o objetivo é responsabilizar as famílias e os alunos que ameaçam e agridem professores

Aluno joga carteira em sala de aula em uma escola em Carapicuíba, na Grande SP. Foto: Reprodução/TV Globo

Publicado às 10h10

G1 São Paulo

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, afirmou na manhã de ontem, terça-feira (4), que o governo estadual pretende criar um projeto de lei para endurecer as regras contra alunos que ameaçam e agridem professores. Os dez alunos envolvidos em um caso de vandalismo dentro de uma escola em Carapicuíba, na Grande São Paulo, serão transferidos para outras unidades de ensino da região.

Um vídeo que circulou na redes sociais na semana passada mostrou alunos jogando livros e cadeiras contra uma professora na Escola Estadual Maria de Lourdes Teixeira. A polícia apreendeu 8 dos 10 alunos envolvidos no ato de vandalismo na segunda-feira (3) e eles foram ouvidos pela Vara da Infância e Juventude por volta das 9h desta terça-feira (4), para definir as medidas socioeducativas que eles terão que cumprir. Os outros dois jovens estão sendo procurados.

“Qualquer notícia semelhante, nós vamos tomar medidas semelhantes a essa. Nós estamos pensando em um projeto de lei para endurecer, buscar a responsabilização das famílias e jovens que se envolverem e ameaçarem professores”, afirmou Soares ao Bom Dia SP.

Para o secretário, o governo não irá aceitar vandalismo nas unidades de ensino e prometeu dar assistência aos professores envolvidos nas agressões da semana passada. “Nossos professores não podem ser tratados dessa forma”, disse.

Após a apreensão dos jovens envolvidos no caso, o secretário de Educação disse que o Conselho Escolar da unidade de ensino decidiu pela transferência compulsória, ou seja, obrigatória, de todos os alunos que participaram das agressões.

Segundo Rossieli Soares, ainda cabe recurso dos pais. “Durante a semana, o governo vai conversar com as famílias e definir as escolas [que cada jovem deve ir]. Não podemos expulsar os alunos da rede pública, mas vamos fazer um acompanhamento específico”, afirmou.

Os jovens deverão ser encaminhados ao Conselho Tutelar da região e o governo estadual quer buscar ressarcimento aos cofres públicos pelos prejuízos provocados pelo ato de vandalismo.

68 ações de gangues em escolas

A Secretaria da Educação de São Paulo registrou 68 ações de gangues em escolas na rede estadual de ensino nos três primeiros meses de 2019.

Um levantamento da Secretaria da Educação, obtido pelo SP2 por meio da Lei de Acesso à Informação, revela que as ações de gangues em escolas da rede estadual aumentaram nos últimos dois anos.

Em 2014 foi registrado um total de 549 casos de ações de gangues nas escolas estaduais. Nos três anos seguintes, o número caiu:

  • 462 em 2015
  • 389 em 2016
  • 294 em 2017

Porém, em 2018, houve aumento de 53%, passando de 294, em 2017, para 450 no ano passado. Somente nos três primeiros meses deste ano, a secretaria registrou 68 casos de problemas envolvendo gangues nas escolas.

2 Comentários
  1. Marco Diga

    A esquerda acabou com a educação em nível nacional , isso é uma vergonha.

    1. Jorge Diga

      O que que tem a ver, seu zé roela? A escola é estadual, do nosso querido PSDB. Acha que tem a ver com esquerda? Seja menos ridículo

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