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Hospital Philippe Pinel garante atendimento a mães de autistas

Convênio com a Associação de Amigos do Autista (AMA) está vigente e será mantido

Foto: Edson Vieira/ Folha Noroeste

Publicado às 10h30

Por Cristina Braga

Há alguns meses, a Folha Noroeste recebeu uma série de denúncias de mães que aguardam na fila de atendimento especializado para crianças autistas e, também, daquelas cujos filhos já são atendidos pelo Hospital Psiquiátrico Pinel, em nossa coluna intitulada “E-mails do leitor”.

O CAISM (Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental) Philippe Pinel, que completa 90 anos em 2019, em Pirituba, além da assistência a dependentes químicos, realiza convênio com um ambulatório para o tratamento de pacientes com transtornos do espectro autista. Ao todo, são atendidas 120 pessoas, entre adultos e crianças.

A maior preocupação das mães é sobre a renovação do contrato com a equipe atual que realiza o serviço da AMA (Associação de Amigos do Autista). Elas aprovam o atendimento e citam o avanço que seus filhos apresentaram com o tratamento. Porém, segundo o relato, “o Estado quer trocar o serviço e impor outro, que já conhecem, sem qualquer qualidade”.

“Nossos filhos correm o risco de ficarem sem atendimento e, na nossa concepção, é por manobra da direção
do hospital com a Secretaria da Saúde e o Governo do Estado. Tudo para que a AMA abra mão do serviço e, assim, possam implantar o CER (Centro Especializado de Reabilitação), cujo atendimento foge completamente do modelo oferecido pela entidade, não suprindo a necessidade das nossas crianças”, descreve Mirian Silva em depoimento à FN.

Aguardando atendimento desde 2017 para a filha de sete anos, Eliana Moreira conta que a menina está na fila
de espera, mas não consegue nenhuma resposta, muito menos o atendimento. “Sempre que vamos averiguar o motivo de tanta demora, respondem que é para continuar aguardando. Outras mães na espera até conseguiram saber quantas crianças estão na frente na fila, mas eu nunca soube”, relata.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde afirmou que o tratamento ambulatorial para autistas e a assistência aos  pacientes estão garantidos. Além disso, o convênio com a Associação de Amigos do Autista (AMA) está vigente e será mantido.

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