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Mães adolescentes recuam 24% em dez anos, e união homoafetiva segue em alta

Número de divórcios cresceu, mas proporção de casais que divide guarda dos filhos é maior

Adolescente grávida no Rio de Janeiro; número de mães com menos de 19 anos caiu em dez anos. Foto: Tuca Vieira/Folhapress

Publicado às 10h20

Folha de SP

Em dez anos, caiu mais de 24% o número de mães adolescentes no país. Em 2007, quase 630 mil garotas com idade entre 15 e 19 anos deram à luz. No ano passado, foram 476 mil.

Cerca de 20% das crianças nascidas em 2007 eram filhas de mulheres com esse perfil. Em 2017, o percentual foi para 16%.

Ao mesmo tempo, cresceu 34% o número de mulheres que tiveram filhos depois dos 30 anos. Eram 763 mil em 2007, contra mais de 1 milhão em 2017.

Os números são das Estatísticas do Registro Civil, levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado nesta quarta-feira (31). O estudo reúne informações sobre nascimentos, mortes, matrimônios e divórcios.

Outro ponto observado é o crescimento de casamentos homoafetivos, que subiram 10% de 2016 a 2017. O maior aumento foi na região Centro-Oeste (13,8%) e o menor, no Nordeste (1%).

O crescimento foi mais expressivo nas uniões entre mulheres: subiram 15,1% e representam 57,5% dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo no país.

O total de matrimônios, porém, caiu cerca de 2%. O estado que registrou a maior queda foi o Ceará (mais de 10%). No Amapá, por sua vez, as uniões subirem 11% entre 2016 e 2017.

Além de menos frequentes, os casamentos agora duram menos. O tempo médio entre a data de união e a da separação saiu de 17 anos, em 2007, para 14 anos, em 2017. Entre 2016 e o ano passado, houve alta de 8% nos divórcios em todo o país.

Mais casais divorciados, contudo, decidiram compartilhar a guarda dos filhos menores de idade. O salto em apenas um ano (2016 a 2017) foi de 33%, e a prática é mais frequente na região Sul do Brasil (acontece em cerca de 24% dos casos).

A alta, segundo avaliação do IBGE, é uma tendência que vem sendo observada desde 2014, quando uma mudança na legislação passou a incentivar a adoção da guarda compartilhada. Naquele ano, 7,5% dos casais optavam pelo modelo. Em 2017, foram 20,9%.

Ainda assim, o compartilhamento é exceção: em sete de cada dez casos de divórcio entre casais heterossexuais, as crianças ficam sob responsabilidade da mãe.

NASCIMENTO

Quanto às estatísticas populacionais, o IBGE indica que o número de nascimentos cresceu 2,6% em 2017, recuperando parte da queda registrada em 2016. Ainda assim, nasceram menos crianças do que em 2015.

As mortes, por sua vez, são mais frequentes: houve 23,5% mais óbitos em 2017 em comparação com 2007.

Os dados não chegam a surpreender. A previsão do IBGE é que a população brasileira cresça em ritmo cada vez mais lento.

A partir de 2050, quando seremos cerca de 233 milhões, a tendência é que o número de brasileiros comece a cair.

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