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Mobilidade: nova ponte Pirituba-Lapa vai desafogar o trânsito da Zona Oeste

A via contará com mão dupla, ciclovia e faixa exclusiva para ônibus

Publicado às 11h16

Por Prefeitura de São Paulo

O complexo viário Pirituba-Lapa, aguardado há mais de quatro décadas pelos moradores da região, já tem data prevista para o início de sua construção: maio de 2019. Na primeira etapa da obra, prevista para durar 18 meses, serão implantados uma ponte sobre o rio Tietê e seus acessos, totalizando 900 metros de extensão, visando a interligação entre os dois bairros. A ponte contará com mão dupla, ciclovia e faixa exclusiva para ônibus e terá início na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na altura do condomínio Projeto Bandeirante, e seguirá pela Vila Anastácio até a Rua Campos Vergueiro. Tendo em vista o crescente adensamento da região, o empreendimento trará melhorias para a mobilidade urbana da zona oeste da cidade, beneficiando cerca de 115 mil pessoas que utilizarão a via diariamente.

Além da construção da ponte, o projeto completo consiste na implantação de três quilômetros de ligação viária, com três faixas de circulação em ambos os sentidos, sendo uma faixa exclusiva para ônibus. O trecho da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães que percorre a Vila Anastácio, atual gargalo de saída do bairro da Lapa para a Marginal Tietê, será alargado e receberá melhorias em toda a sua extensão. Uma nova passagem inferior será construída sob a linha férrea da CPTM, com faixas para veículos, ônibus, passeio para pedestres e ciclovia. Também estão previstas a construção de uma via de dois sentidos  de acesso ao Terminal Lapa e obras de 900 metros de galerias de drenagem para garantir a captação adequada das águas pluviais.

A implantação do empreendimento vai desafogar o trânsito nas pontes da Anhanguera e do Piqueri, assim como nas conexões com a Marginal Tietê, proporcionando novas alternativas nos deslocamentos diários. Estudos de Tráfego mostram que, com o remanejamento de linhas de ônibus da região para o novo viário, os usuários do transporte público terão suas viagens encurtadas em até 36 minutos por dia entre os terminais Pirituba e Lapa. Já os usuários do transporte individual ganharão cerca de 15 minutos por dia. Tais mudanças refletirão num menor tempo de viagens, maior fluidez na circulação do transporte público, de pedestres, de ciclistas e de veículos, gerando mais mobilidade e melhoria na qualidade de vida da população.

O valor do contrato, englobando as obras viárias e de drenagem é de R$ 200 milhões. Além desses valores, também são previstos gastos com desapropriações, enterramento de redes, compensações ambientais, gerenciamento e fiscalização da obra. O valor total do empreendimento está estimado em R$ 386,5 milhões.

Licenciamento ambiental

Uma fase importante para possibilitar o início da implantação do empreendimento acaba de ser concluída. Em 25 de abril, foi expedida a Licença Ambiental de Instalação (LAI n° 03/CLA-SVMA/2019) pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, documento que autoriza o início das obras.

Operação Urbana Consorciada Água Branca

Como parte das intervenções previstas no âmbito da Operação Urbana Consorciada Água Branca (OUCAB), o início das obras da ligação viária Pirituba-Lapa depende dos recursos a serem captados por um novo leilão de Certificados de Potencial de Construção (CEPAC’s), cujo projeto de lei está atualmente em tramitação na Câmara Municipal.

Contudo, ciente da importância dessa obra para a região, a Prefeitura de São Paulo não tem poupado esforços para concretizá-la e decidiu empenhar recursos municipais advindos de Fundos para início das obras.

1 Comentário
  1. Rogério Diga

    Esperamos que essa obra saia do papel e seja realizada mesmo. Todos os dias o trânsito para acessar a ponte da Anhanguera, que se chama Atilio Fontana, e um verdadeiro caos! Os moradores dos bairros que estão em torno sofrem diariamente com esse problema para poderem seguir para o outro lado da ponte e acessar a marginal Tiete ou seguirem para a Lapa e o Centro antigo. Perdemos cerca de 30 minutos ou mais somente para chegarmos do outro lado do rio Tietê. E algo terrível ter que enfrentar esse problema todos os dias úteis. Aproveitando a oportunidade, quero falar sobre a sequência desse trajeto, que é a rua Monte Pascal, que tem vários conjuntos de semáforos, sendo que pelo menos 3 deles é para pedestres. Porque não se constrói uma passarela para pedestres no ponto médio e se retiram esses faróis ? Isso agilizaria muito o transito nesse trecho. E e uma obra simples e de baixo custo. Obrigado.

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