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Mostra de carros antigos no centro de SP atrai famílias e fanáticos por modelos icônicos

Históricos de São Paulo – 1º Encontro de Carros Antigos do Centro Histórico ocupou a região central e, segundo a Secretária Municipal de Turismo, pode se integrar ao calendário de eventos oficiais da cidade

Publicado às 10h20

Agência Estado

Vestida para a ocasião, a pequena Isabela, de 8 anos, portava seu mais novo guarda-chuva cor-de-rosa (como, aliás, todo seu figurino) na chuvosa tarde de ontem, na Praça do Patriarca, com ares de Penélope Charmosa, a célebre heroína do Wacky Races (ou Corrida Maluca, no Brasil), cartoon produzido pela Hanna Barbera americana nos anos 1960. “Pai, não é este aquele carro que você me falou?”, insistia ela, frente a um reluzente Corvette branco 1.959, estacionado logo em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo.

“Sempre amei carros e quero transmitir a paixão a meus filhos”, contou o pediatra Leandro Alves, de 39 anos, potiguar que vive há seis meses na cidade. Apesar da chuva (que espantou parte do público), ele estava satisfeito de levar Isabela e os caçulas Leandro e Jorge, de 4 e 6 anos, à 1ª edição da mostra Históricos de São Paulo – 1º Encontro de Carros Antigos do Centro Histórico. “Não sei dizer qual carro que gosto mais. Desde que produzidos a partir da década de 1950, gosto de todos”, disse ele.

Com veículos expostos ao longo do Viaduto do Chá e em outras ruas, a região entre a Praça da Sé, o Teatro Municipal e o Largo São Bento, mergulhou, nesse final de semana, em uma espécie de túnel do tempo. De veículos como um Ford Pick Up 1929, que servia ao presidente Washington Luis em suas visitas a São Paulo, a modelos mais recentes e ainda vivos no imaginário, como Opalas, e Chevettes, boa parte da produção do século 20 parecia estar representada. Sem esquecer do mais icônico deles: o Fusca.

Veículos expostos no 1º Encontro de Carros Antigos e Históricos de São Paulo. Foto: Felipe Rau/Estadão

“Minha primeiras memórias envolvem o Fusca. Nele ia à escola, viajava, sempre no ‘chiqueirinho’, claro”, conta o advogado Ricardo Longo, se referindo ao compartimento interno nos fundos do veículo, enquanto observava os cerca de quarenta modelos, de diferentes décadas, apresentados pelo Fusca Clube do Brasil. “Nem sempre os modelos absolutamente originais são os que mais fascinam. Temos aqui um modelo 1959, que foi bastante alterado, mas que tem visual alemão, vintage, que agrada muito”, disse Ervin Moretti, vice-presidente do Fusca Clube, um dos 156 clubes de automóveis antigos na mostra.

Como parte da programação feita pela Secretária Municipal de Turismo, ao longo do percurso, restaurantes e cafés ficaram abertos, e, um simulador de carros foi instalado no Largo do Café. “Na verdade, a ideia era recepcionar crianças, mas os adultos também entraram na fila para pilotar e liberamos o acesso”, conforme afirmou o responsável pela atração, Lucas Mendes Oliveira.

Proposta

“Trata-se de uma exposição que traz o público para ocupar o espaço, traz famílias ao centro, e permite a permanência por um período no local, afirmou o secretário Municipal de Turismo, Orlando Faria.

“Queremos transformar o evento em uma data permanente no calendário oficial da cidade e, ao mesmo tempo, no maior encontro de carros clássicos do Brasil”, disse Faria. Que assim seja. E, no ano que vem, as condições meteorológicas ajudem.

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