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Número de beneficiados pelo Leve Leite cai 71% em 2 anos

Em dois anos o número caiu de 904.516 crianças beneficiadas para 255.628

Dona de casa, Marilene Nagatsuka, 21, aguarda há um ano por vaga na creche para o filho Yuri, 2. Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress

Publicado às 13h

Jornal Agora

As gestões do ex-prefeito João Doria e de Bruno Covas (ambos do PSDB) reduziram em 71% o número de crianças atendidas pelo programa Leve Leite, na comparação entre janeiro e agosto de 2016 e o mesmo período deste ano.

A quantidade de leite distribuído caiu ainda mais no período, 83%.

Os dados foram obtido pelo Agora por meio da Lei de Acesso à Informação.

Em 2016, último ano da gestão Fernando Haddad (PT), 904.516 crianças foram beneficiadas pelo programa em média.

Dois anos depois, o número despencou para 255.628.

Em relação à quantidade do alimento, em 2016 foram entregues 13,24 milhões de quilos em média, tendo queda expressiva para 2,25 milhões neste ano.

A redução se deve às mudanças nas regras do programa realizadas no início do ano passado, quando Doria era prefeito.

Até então, o leite era distribuído a todos os alunos da rede municipal de ensino, de zero a 14 anos.

O tucano restringiu o Leve Leite a estudantes de até seis anos e cujas famílias tivessem renda mensal de até R$ 2.811.

Resposta

A Secretaria Municipal da Educação, da gestão Bruno Covas (PSDB), afirmou por meio de nota que o novo programa Leve Leite permitiu melhor gestão dos recursos públicos e ampliação de vagas em creches.

Disse que foram feitas obras e novos contratos, resultando em aumento de 44.871 matrículas em relação ao registrado em dezembro de 2016.

A gestão Covas afirmou ainda que a medida também permitiu a entrega de 26 creches desde 2017.

Atualmente, 25 estão em construção.

A gestão disse que lançará neste mês o Plano Municipal para a Primeira Infância, que abordará a questão da segurança alimentar.

Sobre o caso do filho de Marilene, disse que a criança está na quarta posição de espera para a vaga.

A respeito do filho de Gleice, a secretaria afirmou que a família recusou três vezes a vaga e que é preciso reativar o cadastro no sistema. A assessoria de Doria não respondeu.

 

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