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Pesquisa aponta que 60% dos moradores de SP são favoráveis à concessão de parques para iniciativa privada

Para Rede Nossa São Paulo, população espera que empresas zelem melhor pelos parques; levantamento mostra também crescimento no percentual de quem recicla

Ponte interditada no Parque Cidade de Toronto. Foto: Victória Vasconcelos

Publicado às 9h40

G1 São Paulo

Mais da metade dos paulistanos acima de 16 anos é favorável à concessão dos parques da cidade de São Paulo para a iniciativa privada, segundo uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope divulgada nesta quarta-feira (14).

De acordo com o levantamento, 60% dos entrevistados – que representa 5,8 milhões dos 9,8 milhões de habitantes da capital acima de 16 anos – se disseram a favor da concessão dos 107 parques municipais a empresas privadas que façam a gestão desses locais por um prazo determinado.

O posicionamento se repetiu em todas as regiões da cidade. A proposta tem maior adesão entre adultos com mais de 45 anos e maior resistência entre jovens de 16 a 24 anos.

Para a Rede Nossa São Paulo, os números indicam que a população tem a expectativa de que a iniciativa privada tenha melhor atuação na zeladoria dos parques da cidade do que a administração municipal.

A preservação e a manutenção das praças foram avaliadas como ruim/péssima por 53% dos entrevistados. Só 11% consideraram ótima/boa.

A gestão Bruno Covas (PSDB) incluiu no Plano de Metas 2019/2020 a revitalização de seis parques municipais por meio de concessões: Ibirapuera, Jacintho Alberto, Eucaliptos, Tenente Brigadeiro Faria Lima, Lajeado e Jardim Felicidade.

A construtora Construcap venceu a licitação para concessão deste pacote de parques, com proposta de R$ 70,5 milhões por um período de 35 anos. A empresa, que é investigada na Lava Jato, poderá lucrar com restaurante, estacionamento e aluguel de espaços para eventos.

Em dezembro, a Prefeitura de São Paulo também anunciou a concessão do Parque Chácara do Jóquei.

Aumento da reciclagem

Além de desenvolver os temas “parques” e “praças”, a pesquisa com foco no meio ambiente também consultou os entrevistados sobre “reciclagem” na capital paulista.

O percentual dos entrevistados que declaram separar os materiais recicláveis dos não recicláveis em casa passou de 57% em 2018 para 61% em 2019.

A maior parte dos paulistanos que recicla tem tem renda superior a cinco salários mínimos (72%), é morador do Centro (70%) ou da Zona Oeste (66%) e tem Ensino Superior (69%).

Os caminhões da Prefeitura (37%) e os catadores (31%) continuam sendo os meios mais utilizados para o descarte de resíduos recicláveis, embora haja quem leve até pontos de reciclagem (16%) ou utilize o serviço de cooperativas (8%).

Para a Rede Nossa São Paulo, o aumento da reciclagem sugere maior demanda por meios de coleta seletiva.

“Nesse contexto, para atender essa demanda crescente e atingir a meta de redução de mais de 320 mil toneladas de resíduos no biênio vigente, a administração municipal precisará desenvolver um novo olhar para os meios que se mostram complementares à coleta realizada tradicionalmente pela Prefeitura, valorizando o catador e as cooperativas que desempenham um trabalho importante em relação à coleta de resíduos e construindo novos pontos de reciclagem”, diz a pesquisa.

Perfil do entrevistado

Na pesquisa “Viver em São Paulo: Meio Ambiente” foram entrevistadas 800 pessoas acima de 16 anos entre os dias 3 e 23 de abril de 2019. Entre os consultados, 54% são mulheres e 46% homens.

Entre os entrevistados, 40% têm renda de até dois salários mínimos, 33% ganham entre dois e cinco salários mínimos, e 27% têm renda maior do que cinco salários mínimos. Do total, 49% se declararam brancos, 48% pardos ou pretos e 3% outros.

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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