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Proposta de revitalização da Ceagesp tem apoio de seis entidades

Projeto já está nas mãos do governador Márcio França (PSB)

Foto: Marcelo Justo/Folhapress

Publicado às 11h10

Por Cristina Braga

Desde a gestão Haddad (PT) há o desejo de transferir o entreposto da Vila Leopoldina para outro local, reforçado durante o governo João Doria (PSDB), que desenhou um polo tecnológico para a área de 700 mil m². Quatro propostas foram protocoladas na Secretaria de Agricultura do Estado em favor da mudança,
justifi cada – boa parte – pelo intenso tráfego local. Duas delas envolvem terrenos próximos ao Rodoanel, com acesso pelas rodovias Castelo Branco e Anhanguera. Já a Companhia Paulista de Desenvolvimento sugeriu
um terreno de dois milhões de m² na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães. E a quarta, apresentada pelo NESP, fica no km 26 da Rodovia dos Bandeirantes, em Perus.

Quinta proposta

Há, ainda, a possibilidade de permanência do entreposto na região, com projeto de revitalização do espaço – tanto da parte física e logística, como de abastecimento. Hilton Piquera, diretor do Sincomat (Sindicato dos Comerciantes de Hortifrúti de São Paulo) e mais cinco sindicatos – Sindcar (dos carregadores avulsos), Sindicato Rural de São Paulo, União dos Atípicos (dos lancheiros, varejistas em geral) e Acapesp (Associação de Comerciantes Atacadistas de Pescados) – defendem a ideia. “Em um universo de quase dez mil pessoas, 90% pleiteiam sua permanência, apostando na modernização do local, que inclui o alargamento de ruas internas, a criação de estacionamento verticalizado e, até mesmo, a instalação
de células fotovoltaicas para poupar 25% do consumo de energia”, explica Piquera. Segundo ele, o investimento poderia ser diluído e recuperado em seis anos. Além disso, a própria Ceagesp tem estudo para a criação de um
centro gastronômico, que poderia trazer parte da zona cerealista para dentro do entreposto.

Os recursos para viabilizar a revitalização, segundo Piquera, viriam da verba contingenciada que está com o Governo do Estado, algo em torno de R$ 100 milhões. O crédito faz parte da negociação realizada pela gestão Mário Covas, em 1997, com o governo federal. “Acabamos de entregar um ofício para o governador
Márcio França solicitando a verba”, afirma o diretor do Sincomat.

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