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SP registra seis mortes por febre amarela em 2019

Segundo Secretaria de Saúde, estado tem 12 casos confirmados da doença e 32 em investigação. Dados foram divulgados nesta terça-feira (22)

Febre amarela: vacina está disponível em todos os postos de Saúde da capital. Foto: Divulgação

Publicado às 10h20

G1 São Paulo

O estado de São Paulo registrou 12 casos e seis mortes por febre amarela em janeiro de 2019. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde na tarde desta terça-feira (22). Ainda de acordo com a pasta, outros 32 casos estão em investigação.

O governo diz que está que está intensificando as ações nos municípios do Vale do Ribeira, região de maior incidência da doença.

A região concentra os 12 casos confirmados de febre amarela neste ano, dos quais seis evoluíram para óbitos. O balanço é de 21 de janeiro, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).

As vítimas se infectaram nos municípios de Eldorado (9 casos, 4 mortes); Jacupiranga (1 morte); Iporanga (1 morte) e Cananeia (1 caso).

Dos confirmados, 83,3% das vítimas são homens, com idade média de 45 anos e trabalhadores rurais – perfil tradicional registrado no país, aponta o governo estadual.

Para organizar os fluxos assistenciais, a pasta definiu um protocolo para que os casos suspeitos da doença sejam direcionados ao Hospital Regional do Vale do Ribeira, em Pariquera-Açu, referência em média e alta complexidade, onde o paciente passará por exames laboratoriais e poderá ser regulado a outros serviços SUS, caso necessário.

Em 2018, foram confirmados 502 casos contraídos em várias regiões do estado, e 175 óbitos. O período de maior índice de contaminação da doença ocorre de dezembro a maio. No último mês do ano passado, foram confirmados três casos, com duas mortes na região do Vale do Ribeira.

O governo afirma que a cobertura vacinal contra a febre amarela, em todo o estado, é de 65%, em média, com variações entre as regiões.

Capital

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, em 2018 foram registrados 107 casos importados da doença, dos quais 22 evoluíram para óbito. Em 2019, até o último dia 10 de janeiro, não foi confirmado nenhum caso de febre amarela na cidade.

Outros 13 casos autóctones (adquiridos no município) foram confirmados, sendo que seis evoluíram para óbito.

A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que a cobertura vacinal de febre amarela no município de São Paulo é de 76,03%, de acordo com dados provisórios até 17 de janeiro de 2019.

O número equivale a mais de 8,8 milhões de pessoas imunizadas contra a doença. A meta da SMS é atingir 95% de cobertura em todo o município.

A pasta afirma que tem realizado diversas estratégias para ampliar a vacinação. Dentre elas, a realização de dias de mobilização contra a febre amarela, a abertura de unidades em alguns finais de semana, busca ativa de pessoas não vacinadas, a disponibilização de postos volantes em shoppings, terminais urbanos e rodoviários, parques, estações de metrô e trem, entre outras medidas.

Vacinação

Todos os paulistas devem se vacinar contra a febre amarela, caso ainda não estejam imunizados. Moradores de qualquer região de São Paulo precisam se prevenir contra a doença, sobretudo aqueles que residem ou visitam áreas com vegetação densa.

A vacina, que está disponível na rotina dos postos da rede pública de saúde, deve ser tomada dez dias antes de viagens e/ou deslocamentos a áreas de mata para proteção efetiva.

A vacina é indicada para pessoas a partir dos 9 meses de idade. Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os pacientes portadores de HIV positivo e transplantados.

Não há indicação de imunização para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses de idade e imunodeprimidos como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide).

Desde 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação.

Além do reforço nas estratégias em locais que convencionalmente estavam no mapa de imunização, as áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas.

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