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Times de futebol feminino ganham espaço na rede municipal de Educação

Cerca de 1,5 mil garotas praticam o esporte, inclusive em CEUs da região noroeste

Publicado às 11h35

Por Cristina Braga

O futebol feminino vem crescendo diariamente e isso se reflete, também, na prática do esporte nas escolas municipais de São Paulo. Hoje, cerca de 1,5 mil garotas praticam periodicamente a atividade em turmas de extensão de jornada ou em equipes de treinamento nos Centros Educacionais Unificados (CEU).

Na rede municipal de Ensino, o futebol faz parte do acervo de práticas do componente curricular Educação Física, surgindo como possibilidade de estudo e vivência corporal nas aulas. Além disso, há Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEF) que oferecem, na extensão de jornada dos estudantes, turmas para a prática optativa da modalidade. Nos Centros Educacionais Unificados (CEU), também já é comum ver nas programações turmas de treinamento e campeonatos envolvendo o futebol feminino. Cerca de 300 meninas, de 11 até 17 anos, treinam de duas a três vezes por semana, em 15 unidades.

Zona noroeste

Alguns CEUs da zona noroeste, como Perus, Parque Anhanguera e Jaguaré, já oferecem a modalidade às alunas. São cinco turmas praticando o esporte na unidade do Parque Anhanguera, uma em Perus e outra, ainda em formação, no Jaguaré.

Desde março, o professor Luiz Carlos Fernandes, do CEU Perus, está desenvolvendo – pela segunda vez – um trabalho com meninas entre 15 a 20 anos, todas as quintas, das 16h30 às 18h. “A minha intenção é, posteriormente, fazer amistosos, mas, por enquanto, faço trabalho de aprendizado técnico e físico. Temos 20 inscritas, e dez participantes. Já a parte tática deverá ser desenvolvida no segundo semestre”, conta.

Fernandes já havia montado um time feminino em 2012, mas, dois anos depois, precisou ir para outra unidade. Agora, recomeçou o trabalho. Na ocasião, uma menina se destacou e foi jogar na Suécia e Coreia do Sul. Dá para ver quem se diferencia e segue carreira. “A Copa feminina de futebol, com as jogadoras sendo entrevistadas, sempre anima um pouco”, esclarece o professor.

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